Operadoras de celular se dividem quanto ao preço do MMDS estabelecido pela Anatel
Claro e Oi acharam o valor desproporcioalmente alto.TIM assimilou o preço e Vivo, que é vendedora e compradora, ainda vai fazer as contas.
A definição do valor de R$ 314 milhões como indenização a ser pagas pelas operadoras de celular às empresas de TV por assinatura de MMDS pela ocupação da banda de 2,5 GHz, estabelecido hoje pela Anatel provocou diferentes reações das empresas que vão pagar a conta. O presidente da Claro, Carlos Zenteno, afirmou estar negativamente surpreendido com o preço arbitrado. A Oi, por sua vez, considera que o valor é alto demais e está fora das regras do edital. A TIM acabou se conformando com o quinhão que lhe foi atribuído (R$ 52,33 milhões) e a Vivo acha que está perdendo muito em seus ativos, mas por outro lado, também vai pagar menos para os demais operadores.
A agência definiu o preço de R$ 104,67 milhões para a Claro e Vivo, que compraram 40 MHz no leilão da 4G. Zenteno observou que este valor representa 16% do que a Claro pagou pela frequência - ela ofereceu R$ 840 milhões -, considerando um percentual extremamente alto, acima de qualquer projeção da empresa. "Nós fizemos a proposta de pagar R$ 101,00 por usuário que seria transferido, cálculo usado em todo o mundo para a limpeza de faixa. O valor encontrado pela Anatel é desproporcionalmente alto", reclamou o executivo.
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